16 marcos. Pompa, ouro, eletricidade santificada, missões armadas. E, por baixo, a primeira fatura.
A regra da era: em cada bloco, alguém apresenta a conta da ferida — um operário, um servo, um inquérito, um sínodo — e em todos os oito casos a resposta é repressão, não reforma. É a era que torna a Estagnação inevitável, e nenhum dos oito percebe isso enquanto acontece.
ORDEM CLERICAL — 2 marcos
1871 · As Catedrais Queimadas
Operários armados das cidades-forja incendeiam sete catedrais em três semanas. A acusação: a Cúria mente sobre quem revela o quê, e sobre o que custa. Repressão brutal — cerca de nove mil mortos e execuções públicas durante dois meses. Agrava: cria os mártires da heresia industrial, que é a corrente herética com mais crescimento em 1890. E responde a uma acusação factualmente correta com cadáveres, o que a torna impossível de refutar depois. → Um capelão de fábrica que conhecia os sete nomes que foram enforcados à porta da igreja dele.
1875 · O Desfaceamento de Coronatus I
O Um é retirado do trono e a Cúria comunica morte por exaustão angélica. Ele continua vivo, e há gente que sabe. Agrava: a primeira vez que a Ordem mente sobre o próprio Pontífice. Abre a possibilidade que 1882 há de explorar três vezes — e instala, no núcleo da instituição, a certeza silenciosa de que o cargo pode ser desfeito por homens. → Um dos que sabem, quinze anos depois, no conclave de 1888, a ouvir falar de sucessão apostólica.
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