"Roma reza para que o Céu escreva. Nós rezamos para que o Céu venha. Uma vez veio." — inscrição na base da Pedra de Mikahel
190 mil habitantes, estagnados desde 1880. Capital de Königsmark, sede da Igreja Real do Norte e da universidade que Roma mais teme.
Geografia urbana
Localização
- Cabeceira do Fiorde de Kron, um braço de mar de trinta quilômetros que entra pela costa e termina numa bacia de água funda cercada de paredão de granito.
- Escolha geográfica militar e antiga: uma frota inimiga que queira Königsburg tem de percorrer trinta quilômetros de corredor com fortaleza nos dois lados. Nunca conseguiu.
- A cidade sobe da água em terraços escavados na rocha. Não há planície. Toda rua ou sobe ou desce, e as ruas que sobem têm degrau no meio.
- Porto de águas profundas no fundo do fiorde — a marinha de guerra do Norte ancora aqui, e no inverno o gelo do fiorde precisa ser quebrado diariamente por barcos-aríete.
Clima
Subártico. Inverno de sete meses, escuridão quase total em dezembro e janeiro, verão curto com sol da meia-noite nas semanas altas. A cidade vive dois anos por ano: o ano de dentro (fogo, cerveja, biblioteca, silêncio) e o ano de fora (marcha, construção, campanha militar, festa).
Implicação militar canônica: o inverno paralisa o combate na Linha do Norte. Königsmark faz a guerra num único fôlego de verão, todo ano, e passa o inverno inteiro planejando o próximo. Isso produziu a cultura de estado-maior mais metódica do continente.
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