A última coluna é a mais importante. O poder real de uma região mede-se pelo que ela consegue recusar sem morrer de fome, e é isso que explica todas as políticas do continente.
ORDEM CLERICAL — sete Estados
Aurum Romana — o Estado Pontifício
Planície fértil, 100-300 m, mediterrâneo continental. Aluvião de rio profundo. Produz: trigo, hortícola, vinho de mesa, e ouro litúrgico em veio superficial. Excedente: alimenta a capital e mais nada. Aurum Roma consome tudo o que a Aurum Romana produz, e importa o resto. Manda: a Cúria, diretamente. Pode recusar: nada. É o Estado mais dependente do continente e é a sede do poder — e essa contradição é a razão pela qual a Ordem nunca pode fechar as fronteiras a ninguém, nem por doutrina.
Vallia Sacra — os vales sagrados
Colinas, 200-600 m, verão seco, inverno húmido. Produz: oliveira, videira, lavanda, mel monástico. A Vinha Coroata — vinho consagrado de uso litúrgico exclusivo. Cinza-Santa em produção difusa, ~30.000 t/ano. Excedente: azeite e vinho para o continente; Cinza-Santa para toda a defesa. Manda: mosteiros e pequena propriedade. A única sub-região da Ordem sem latifúndio. Pode recusar: subir o preço. Nunca fez.
Ferrum Alpina — a forja da Ordem
Pré-alpino, 600-1.400 m, vales entre montanhas. Solo pobre, subsolo riquíssimo. Produz: 55% da Hashmalita mundial · Ferro-do-Coro · indústria pesada. Excedente: tudo. É o coração material do continente. Manda: a Cúria do Hashmal, através de vilas de companhia. Pode recusar: absolutamente nada, e é a região mais rica. Não tem comida própria, não tem porto, não tem exército. É a demonstração perfeita de que em Cross a riqueza não dá autonomia — dá dependência com juros. Ferida própria: perdeu a vinha em 1852 para a chuva ácida de forja. Os vales que eram verdes na Era da Cinza são cinzentos em 1890, e há gente viva que se lembra.
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