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Tales of Cross
Sociedade e cultura
Grátis, inteiro 8 min

A vida de todos os dias

O que se come, o que se veste, como se aquece uma casa e o que se faz num domingo, região a região.

Como o povo come, veste, mora, trabalha, descansa em cada região do continente. Princípio canônico do projeto: coerência regional extrema — cada região deriva costumes coerentemente de geografia + clima + recursos.


I. ORDEM CLERICAL (Centro do continente)

Aurum Romana + Vallia Sacra (Estado Pontifício + Vales)

Alimentação

  • Café da manhã: pão chato (Pão Coronado) com azeite + manjericão + queijo branco fresco. Café escuro forte. Frutas frescas em verão.
  • Jantar: pão + queijo + frios + sopa leve. Vinho de Vallia Sacra (tinto litúrgico diluído em água).
  • Festas religiosas: pasticcio aurélio (torta), cordeiro pascal, fogazza com Cinza-Santa simbólica.

Traje

  • Burguesia urbana: vitoriano-italiano. Homens: terno de três peças, casaca, cartola de altura média, sapatos pretos polidos. Mulheres: vestido até o tornozelo, corset moderado, chapéu com véu.
  • Operários: camisa branca + calça escura + colete + boné.
  • Clero: batina preta + colarinho branco (Litúrgicos); batina vermelha (Cônegos); manto vermelho (Cardeais).
  • Camponeses (Vallia Sacra): roupas mais simples, chapéu de palha em verão, casaco grosso em inverno, calçado prático.

Habitação

  • Aurum Roma: casario de 4-5 andares em tijolo + pedra cinza. Pátios internos. Aquecimento a lenha em inverno. Iluminação a gás + Hashmalita.
  • Vilas em Vallia Sacra: casas baixas em pedra + telha vermelha. Hortas + galinheiro. Adega para vinho.
  • Mosteiros e casas religiosas: claustro central, dormitórios austeros.

Lazer

  • Domingo: missa de manhã, almoço prolongado em família, passeio à tarde.
  • Cafés públicos: leitura de jornal (Gazeta Aurelina), conversa política, jogos de cartas.
  • Teatros: ópera + drama em latim Aurelino. Em Aurum Roma, Teatro Coronato é referência.
  • Vinho de domingo: tradição inegociável.
  • Festas religiosas: procissão, missa solene, banquete familiar.

Ferrum Alpina + Schola Coronata + Sal Pradelica (Estados periféricos)

Adaptações regionais

  • Schola Coronata: dieta intermediária. Vida acadêmica = restaurantes universitários, cervejarias estudantis, café à beira de biblioteca.
  • Sal Pradelica: dieta com peixe de água doce + ovelha + sal mais visivelmente presente. Café com leite e sal (tradição local).

Vida cotidiana operária (Vidros Quebrados)

  • Mineiros de Hashmalita: turno de 12h. Casas de companhia em vilas-mineradoras. Refeições reagidas. Alta mortalidade.
  • Resistência herética cresce silenciosamente. Sindicato proibido; reuniões clandestinas em cervejarias afastadas.

II. KÖNIGSMARK (Norte do continente)

Base cultural canônica: germânica + nórdica devido a limitações climáticas. Comida rica em calorias para o inverno, sociedade fechada e forte, marcial.

Alimentação

  • Café da manhã: pão escuro de centeio + manteiga + queijo + linguiça defumada + ovos cozidos. Café forte ou chá.
  • Almoço: assado de carne (porco, gado, jabali em estação), batata em todas as formas, repolho, picles, pão escuro. Cerveja escura ou hidromel.
  • Jantar: sopa pesada (ervilha, lentilha, cogumelo, peixe defumado). Carne fria, pão, cerveja.
  • Festas: peças inteiras de cordeiro ou jabali em estaca + cerveja em jarras + canções militares + brindes ritualísticos.

Traje

  • Junkers (aristocracia): uniforme militar em casa também. Casaco longo de lã grossa preta, botas pretas, chapéu de feltro com pluma. Em campo: capa de pele de lobo branco.
  • Burguesia urbana de Königsburg: vitoriano-prussiano. Casaca + cartola severa + bengala.
  • Camponeses: roupa de lã grossa, casaco com forro de pele, gorro de pele em inverno.
  • Clero da Igreja Real do Norte: traje militar-eclesiástico. Casaca cinza com cruz dupla nórdica + cinto largo + chapéu de couro.
  • Mulheres: vestido de lã grossa, xale, manto longo. Aristocracia em estilo prussiano-vitoriano.

Habitação

  • Casas urbanas: pedra cinza ou tijolo escuro. Telhados muito inclinados (neve). Aquecimento a estufa de lenha. Janelas duplas.
  • Aldeias: casas baixas com sótão. Forno comum + sala de fumeiro para defumar carne.
  • Castelos junker: torres + ameias + recinto fortificado. Sala de armas central. Capela do Mikahel.

Lazer

  • Caçada: tradição aristocrática. Jabali, veado, urso, lobo (com permissão real).
  • Jogos de inverno: trenó, patinação em lagoas congeladas, esqui.
  • Cervejaria: ponto central da vida comunal masculina. Discussão política + canção militar + jogo de cartas.
  • Festas religiosas: solstício de inverno com fogueira pública.
  • Igreja Real do Norte: missa em Nordsprek + Latim Eclesial. Hinos guerreiros.

III. VYKHRADIA (Leste continental)

Base cultural canônica: eslava com forte foco em carne (gado). Cavalo + cavalaria + estepe + planalto.

Alimentação

  • Café da manhã: kasha (papa de cereal) com mel ou leite. Pão preto + manteiga. Chá negro forte (samovar canônico).
  • Festas: leitão inteiro assado + cordeiro inteiro + samovar transbordando + músicos + dança em roda.

Traje

  • Magnatas: casaca longa em estilo polônes-húngaro, com adornos bordados em ouro. Botas altas pretas. Chapéu de pele em inverno. Sabre cerimonial no cinto.
  • Cavalaria leve: uniforme equestre — casaca curta + calça de couro + botas longas + chapéu de pele com pluma. Lança + sabre.
  • Camponeses servos: roupa simples de algodão grosseiro. Casaco de feltro em inverno. Botas de feltro. Lenço na cabeça (mulheres) ou chapéu de pele (homens).

Habitação

  • Castelos magnatas: enormes em escala continental, com pátio central, capela, estábulos, casa-grande, casas de criados. Aldeia inteira em torno.
  • Vykhrad (cidade): arquitetura mista — palácios magnatas em estilo barroco eslavo + edifícios civis em estilo vitoriano oriental.

Lazer

  • Cavalo: tudo é com cavalo. Caça a cavalo, corrida, exercício militar.
  • Bebida em grupo: codificada com brindes ritualísticos.
  • Caça grossa: urso, lobo, jabali, alce.

IV. BRYTONIA (Arquipélago Insular)

Base cultural canônica: vitoriana insular plena. Industrial + marítima + chá + decadência.

Alimentação

  • Almoço: rosbife + batata assada + ervilha + molho marrom. Carneiro com geleia de hortelã.
  • Chá da tarde: tradição aristocrática + burguesa. Chá + scones + bolos + sandwiches finos.
  • Bebidas típicas: chá negro (predominante), cerveja amarga, gin urbano, whiskey em Highlands.

Traje

  • Aristocracia rural: tweed para campo. Sobrecasaca + cartola para cidade.
  • Burguesia industrial: terno de três peças impecável. Cartola sempre.
  • Operários: camisa + cinto + calça + boné (cap insular canônica). Algumas regalias industriais.
  • Mulheres aristocratas: vestido vitoriano completo, corset, parasol, chapéu enfeitado.
  • Clero Solar: hábito preto + colarinho.

Habitação

  • Casas urbanas (Brithon, Manchaster): terraced houses em tijolo vermelho. Três andares + sótão + porão. Chaminé central.
  • Country houses: mansões aristocráticas com terras adjacentes.
  • Cortiços operários: cinco-seis andares, sem ar, alta densidade.

Lazer

  • Pub: vida social masculina. Bar em cada esquina.
  • Teatro: drama, ópera, music hall.
  • Salão decadente: aristocracia + intelectuais. Conversa elegante. Aurora do Hashmal infiltrada.

V. MERIDIA (Sul do continente)

Base cultural canônica: mediterrânea-vulcânica. Italiana-meridional + traços árabes (substrato comercial antigo).

Alimentação

  • Café da manhã: pão chato + azeite + tomate + queijo de cabra. Café espresso forte.
  • Almoço: pasta com molho de tomate + frutos do mar + cordeiro grelhado + verdura amarga.
  • Festas: peixe inteiro + cordeiro + abundante vinho. Festa da Lava em fevereiro com banquete vulcânico.

Traje

  • Burguesia mercantil: estilo italiano-vitoriano. Roupa leve em verão (linho), grossa em inverno breve.
  • Pescadores: roupa prática, calça larga, camisa branca, lenço na cabeça.
  • Camponeses: roupa de algodão, sandálias, chapéu de palha.
  • Clero Riti Meridionali: batina escura mais leve + colarinho + cinto largo bordado.

Habitação

  • Casas costeiras: pintadas em branco caleado + azul + ocre + amarelo. Telhados de telha vermelha. Pátios internos com fonte.
  • Vinhedos: casas-fazenda em pedra rústica + adega subterrânea + olival.

Lazer

  • Praça pública: vida social ao ar livre. Conversa, café, música.
  • Festas religiosas + Riti Meridionali: procissões barrocas, fogueira, fogos.
  • Pesca tradicional: comunidade pesqueira tem vida própria.
  • Carnaval de Stromakra: vinte dias de festa + máscaras vulcânicas.

VI. VELINIA SERENÍSSIMA

Alimentação

  • Café da manhã: pão branco + manteiga + café com leite. Frutas marítimas.
  • Almoço: risotto (de peixe, de tinta de polvo, de marisco). Polenta + carne. Vinho local.
  • Jantar: pasta + peixe + frutos do mar + vinho.

Traje

  • Patriciado: estilo veneziano-vitoriano. Casaca + máscara em ocasiões cerimoniais.
  • Marinheiros + operários: prático, marítimo.
  • Carnaval: máscaras canônicas (Plague Doctor, Bauta, Volto, Moretta).

Habitação

  • Palazzos: 4-5 andares em pedra clara, janelas góticas em arco, fachada para canal.
  • Casas operárias do Arsenal: tijolo modesto.

Lazer

  • Gôndola: tradição inegociável de transporte + passeio.
  • Ópera (Teatro Sereno): vida cultural alta.
  • Salões decadentes: política + intriga.
  • Carnaval: maior festa do ano.

VII. CONFEDERAÇÃO KANTONAL

Base cultural canônica: alpina + bancária. Trabalho meticuloso, qualidade, tradição local diversa por cantão.

Alimentação

  • Café da manhã: muesli + iogurte + frutas + pão + queijo. Café com leite.
  • Almoço: raclette + fondue (refeição comunal alpina canônica), salsicha, batata. Vinho local ou cerveja.
  • Jantar: sopa + queijo + pão.
  • Bebidas típicas: vinho alpino branco, cerveja de cantão, schnapps de fruta.

Traje

  • Banqueiros: terno escuro elegante, conservador.
  • Mercenários alpinos: uniforme regimentar próprio (lendariamente colorido — vestígio renascentista).

Habitação

  • Chalés alpinos: madeira + pedra. Varanda esculpida. Telhado largo.
  • Casas urbanas (Bernkanton): estilo germânico-alpino. Imaculadas.

Lazer

  • Alpinismo: esporte aristocrático emergente.
  • Esqui: invenção cantonal (pré-Cataclismo, popularizada século XIX).
  • Música: tradições corais alpinas + sinos de gado nas montanhas (festa anual).

VIII. PACTUADOS (Heptarquia)

Base cultural canônica: invertida em relação a tudo acima. Imitação ritualística da civilização cristã com inversão deliberada.

Alimentação

  • Carne em festas pactuárias: incluindo carne de cativo em rituais máximos (raríssimo; tradicionalmente carne pactuária especial — abate ritual).
  • Pão preto (pão da Hora).
  • Vinho amargo com adição de Mineral Negro pulverizado.
  • Carne em estado de quase-podre como delicadeza em Belkar (Belzebar/Gula).

Traje

  • Roupas escuras + verde-iridescente + ornamentos de Mineral Negro.
  • Símbolo do Vício patrono tatuado na pele.
  • Máscaras de couro de cativo em rituais.

Habitação

  • Cidades em arquitetura grandiosa-corrompida. Imitação de catedrais clericais com inversões geométricas.
  • Casas particulares em estilo aristocrático-grotesco.

Lazer

  • Festas pactuárias (calendário próprio — ver O calendário pactuário).
  • Tortura ritualística + caça à humana.
  • Banquetes de gula em Belkar.

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A leitura seguinte

O que se come, como se fala, o que se teme à noite e que dia do ano é hoje.

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